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  • 24 Abr

    DECLARAÇÕES DA COORDENAÇÃO DE CONTROLE INTERNO

ÍNDICE

NOTÍCIA DO MOMENTO

Declarações da Coordenação de Controle Interno por J. U. Jacoby Fernandes e Ludimila Reis 

NOTÍCIA DO MOMENTO

Alterações no Regimento Interno do CARF – Consulta Pública por Ludimila Reis e J. U. Jacoby Fernandes

 

Atos Normativos do DOU – Sexta-feira, 24 de abril de 2015

CAPACITAÇÃO E TREINAMENTO

ENAP abre inscrições para processo seletivo de instrutores

ACONTECE

Turma determina a reintegração de jovem emancipado aos quadros do Senado Federal

ACONTECE

Controladoria atua em operação contra fraude a licitações em obras do PAC

NOVIDADES NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

Empresário admite “clube” de companhias para licitações da Petrobras

NOVIDADES NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

Ministro do TCU diz que projeto de terceirização preocupa ao excluir setor público

PERGUNTA AO ESPECIALISTA PROFESSOR JACOBY

É possível a inclusão de dotação orçamentária em processo licitatório já vigente?

PALAVRA FINAL

Curso – Coordenação de eventos nas organizações públicas e privadas

NOTÍCIA DO MOMENTO

Declarações da Coordenação de Controle Interno por J. U. Jacoby Fernandes e Ludimila Reis 

O controle interno é atividade fundamental no âmbito da Administração, pois é o instrumento hábil para prevenir, em primeira instância, a ocorrência de ilicitudes. Anteriormente ele era feito na estrutura do Ministério da Fazenda. Em 2002, o controle interno do Poder Executivo Federal sofreu significativas reestruturações que o ampliaram e o reforçaram. A Controladoria-Geral da União passou, desde então, a ter mais atribuições, com a incorporação da Secretaria Federal de Controle Interno.

Nesse sentido, foi criada a Comissão de Coordenação de Controle Interno — CCCI que é órgão colegiado de função consultiva do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal — SCI.

A comissão é consultada sobre assuntos especiais, tais como: estudos e proposição de medidas que visem a promover a integração operacional do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal; interpretações dos atos normativos e os procedimentos; propositura de metodologias para avaliação e aperfeiçoamento das atividades do Sistema; e, análise e estudos de casos propostos pelo Chefe da Controladoria-Geral da União com vistas à solução de problemas relacionados com o Controle Interno, nos termos do Decreto nº 4.304/2002.

Nesta sexta-feira foram publicadas, no Diário Oficial da União, as Deliberações da Comissão que haviam sido prolatadas em sessão realizada no dia 27 de novembro de 2014. Dentre elas, destaca-se a Deliberação nº 03/2014, que trata sobre a irregularidade na certificação de contas anuais1.

Nessa deliberação, a CCCI tipificou hipóteses de atos praticados por agentes públicos que configurariam fatos graves, capazes de ensejar certificação irregular das contas.  Ficou estabelecido que na deliberação sobre a irregularidade de contas de cada integrante do rol de responsáveis de um processo de contas anual, os órgãos do SCI devem adotar as diretrizes entabuladas pela CCCI para realizar, com suporte nas evidências apresentadas, o devido enquadramento dos atos e sanções eventuais.

Dentre os fatos definidos como graves estão a omissão no dever de prestar contas; o dano ao erário decorrente de ato de gestão ilegítimo ou antieconômico; o desfalque ou desvio de dinheiros, bens ou valores públicos; a prática de ato de gestão ilegal, ilegítimo, antieconômico, ou infração à norma legal ou regulamentar. O SCI deverá verificar também se o agente teve participação determinante no fato irregular constatado, comprovada nos exames e em papéis de trabalho.

É possível que haja fatores atenuantes, que devem ser observadas pelo SCI. Podem ser citadas as seguintes circunstâncias atenuadoras: decisões tomadas em atendimento a orientação técnica e/ou jurídica da área competente; ausência de informações relevantes de terceiros, que tinham dever legal ou funcional de fornecê-las; insuficiência de elementos para reconhecer a inadequação do ato; ausência de pessoal qualificado disponível para atender a demanda de produção; indisponibilidade ou inexistência, nas circunstâncias apresentadas, de alternativa mais adequada e/ou econômica para os cofres públicos; entre outros.

Em meio a essas orientações, vale lembrar que o objetivo do controle interno não é punir os agentes. Ao contrário, a sua atuação objetiva evitar que a Administração se divorcie da boa gestão. Nesse sentido, nos casos em que as falhas tenham sido sanadas no curso do próprio exercício sob exame e/ou antes do encerramento da fase de apuração da auditoria, o SCI deve optar pela certificação “regular”, esperando-se que esses procedimentos auxiliem na melhoria constante das atividades Administração Pública.

1CONTROLADORIA-GERAL DA UNIÃO. Portaria nº 1.045, de 23 de abril de 2015. Diário Oficial da União [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 24 abr. 2015. Seção 1, p. 02-03.

NOTÍCIA DO MOMENTO

Alterações no Regimento Interno do CARF – Consulta Pública por Ludimila Reis e J. U. Jacoby Fernandes

 

O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF tem por finalidade julgar recursos contra decisões de primeira instância, bem como aqueles de natureza especial, que versem sobre a aplicação da legislação referente a tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil.

O CARF é órgão administrativo que é pouco conhecido até mesmo por profissionais da área do Direito. O desconhecimento da população em geral sobre a existência desse órgão diminui as probabilidades de os contribuintes se defenderem de alguma ilegalidade cometida pela Receita Federal. É informação de utilidade pública o direito de todos aqueles que queiram confrontar tributo aplicado pela Receita poderem fazê-lo na via Administrativa antes de levar o caso ao Poder Judiciário.

O CARF ficou muito conhecido neste ano por causa da Operação Zelote, deflagrada pela Policia Federal no dia 26 de março. A intervenção ocorreu para desarticular organizações criminosas que atuavam junto ao CARF manipulando o trâmite de processos e o resultado de julgamentos, acarretando a economia de bilhões de reais pelas empresas autuadas em detrimento do erário da União.

As investigações, iniciadas em 2013, apontaram que a organização atuava no interior do órgão, patrocinando interesses privados e buscando influenciar e corromper conselheiros, com o objetivo de conseguir a anulação ou diminuir os valores dos autos de infrações da Receita Federal.

Apurou-se que servidores repassavam informações privilegiadas obtidas dentro do Conselho para escritórios de assessoria, consultoria ou advocacia em Brasília, São Paulo e outras localidades, para que estes realizassem captação de clientes e intermediassem a contratação de “facilidades” dentro do CARF.

Em diversas ocasiões, foi constatado tráfico de influência no convencimento de empresas devedoras ao fisco. Eram oferecidos manipulação do andamento de processo; “pedidos de vista”; exame de admissibilidade de recursos; e, ainda, decisões favoráveis no resultado de julgamentos de recursos contra autos de infrações tributárias, por meio da corrupção de conselheiros.2

Após essa investigação, foram criados grupos de trabalho, como “resposta”, para verificar as possíveis irregularidades. Também será realizada consulta pública relativa às alterações a serem promovidas no Regimento Interno do CARF2,conforme portaria publicada nesta sexta-feira. A consulta pública ficará disponível do dia 27 de abril ao dia 4 de maio de 2015, no sítio do CARF na internet. Essa é a oportunidade dada a todos de contribuir por escrito para aperfeiçoamento do Regimento Interno do órgão.

1PF investiga desvios estimados em R$ 19 bilhões em processo no CARF. Polícia Federal. Disponível em: <http://www.dpf.gov.br/agencia/noticias/2015/03/pf-investiga-desvios-de-r-19-bilhoes-em-processos-no-carf>. Acesso em: 24 abr. 2015.

2MINISTÉRIO DA FAZENDA. Portaria nº 197, de 23 de abril de 2015. Diário Oficial da União [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 24 abr. 2015. Seção 1, p. 38.

Atos Normativos do DOU – Sexta-feira, 24 de abril de 2015

Desde 05 de outubro de 1988 — data em que foi promulgada a atual Constituição Federal, até 30 de setembro de 2014 – ano de seu 26º aniversário –, foram editadas 4.960.610 (quatro milhões, novecentos e sessenta mil e seiscentas e dez) normas que regem a vida dos cidadãos brasileiros. Isto representa, em média, 522 normas editadas todos os dias ou 782 normas editadas por dia útil.

No âmbito federal, foram editadas 160.107 normas desde a promulgação da Constituição Federal, passando por 6 emendas constitucionais de revisão, 83 emendas constitucionais, 2 leis delegadas, 88 leis complementares, 5.286 leis ordinárias, 1.266 medidas provisórias originárias, 5.491 reedições de medidas provisórias, 11.304 decretos federais e 136.580 normas complementares — portarias, instruções normativas, ordens de serviço, atos declaratórios, pareceres normativos, etc. Em média, foram editadas 16,86 normas federais por dia ou 25,24 normas federais por dia útil nestes 26 anos.

O gestor público não pode deixar de conhecer os atos normativos publicados no dia; o acompanhamento da publicação das normas no Diário Oficial é de relevância extrema a todos os cidadãos.

Gratificação de desempenho no âmbito do Comando da Marinha

Fonte: Ministério da Defesa. Portaria nº 172/MB, de 1º.04.2015. Seção 1, p. 27-31.

Demonstrações financeiras da FUNPRESP-EXE

Fonte: Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Balanço Patrimonial. Seção 1, p. 104-118.

Montante dos recursos repassados aos estados, DF e municípios – Lei Kandir

Fonte: Ministério da Fazenda. Portaria nº 208, de 22.04.2015. Seção 1, p. 47.

Relatório da Administração – SERPRO

Fonte: Ministério da Fazenda. Relatório da Administração. Seção 1, p. 48-67.

Valorização pessoal e integração social por meio do esporte, para militares com deficiência física

Fonte: Ministério da Defesa. Portaria Normativa nº 956/MD, de 23.04.2015. Seção 1, p. 27.

Organização dos jogos Olímpicos e Paralímpicos no Rio de Janeiro – Grupo de Trabalho

Fonte: Ministério das Relações Exteriores. Portaria nº 198, de 23.04.2015. Seção 1, p. 95.

Parâmetros de referência para cálculo dos custos de frete do serviço de transporte rodoviário

Fonte: Ministério dos Transportes. Resolução nº 4.681, de 23.04.2015. Seção 1, p. 124.

1 AMARAL, Gilberto Luiz do et al. Quantidade de normas editadas no Brasil. Consultor Jurídico. Disponível em: <http://s.conjur.com.br/dl/estudoibptnormaseditadas2014.pdf>. Acesso em: 07 abr. 2015.

CAPACITAÇÃO E TREINAMENTO

ENAP abre inscrições para processo seletivo de instrutores

A Escola Nacional de Administração Pública — ENAP abriu inscrições para o processo seletivo de servidores públicos civis federais com o objetivo de  cadastrar instrutores para os cursos presenciais “Elaboração de editais para aquisições no setor público” e “Elaboração de termos de referência e projetos básicos para contratação de bens e serviços no setor público”. O edital do processo seletivo pode ser acessado aqui!

Fonte: ENAP abre inscrições para processo seletivo de instrutores. Compras Governamentais. Disponível em: <http://www.comprasgovernamentais.gov.br/noticias/24-04-2015-enap-abre-inscricoes-para-processo-seletivo-de-instrutores>. Acesso em: 24 abr. 2015.

ACONTECE

Turma determina a reintegração de jovem emancipado aos quadros do Senado Federal

A emancipação torna o candidato plenamente capaz para praticar todos os atos da vida civil, inclusive o de prover e exercer cargo público. Com essa fundamentação, a 5ª Turma do TRF da 1ª Região determinou a reintegração de jovem emancipado ao cargo de Técnico Legislativo do Senado Federal, dispensado do cargo por não preencher o requisito de idade mínima de 18 anos.

O jovem recorreu ao TRF1 contra sentença que, em mandado de segurança impetrado contra ato do diretor da Subsecretaria de Pessoal Ativo do Senado Federal, denegou a ordem ao fundamento de que o requisito de idade mínima de 18 anos para investidura em cargo público “não pode ser suprimido pelos meios de aquisição da capacidade civil, nem pela emancipação em geral, como na espécie”.

Na apelação, o recorrente sustentou, dentre outras razões, que o novo Código Civil prescreve que a incapacidade cessará pela concessão dos pais, mediante instrumento público, se o menor tiver menos de 16 anos completos ou pelo exercício de emprego público efetivo, quando ficaria a pessoa habilitada à prática de todos os atos da vida civil.

Argumentou que “o ordenamento jurídico deve ser aplicado com observância dos princípios da razoabilidade e proporcionalidade, pois, além de possuir declaração de maioridade, contava com 17 anos e oito meses à época dos fatos, concluindo-se que quatro meses em nada alterariam sua higidez física e mental”. Por fim, alegou que sua reintegração aos quadros do Senado Federal não implicaria número de nomeações além daquelas já previstas no edital do certame.

Decisão – O Colegiado acatou as alegações apresentadas pelo recorrente. Em seu voto, o relator, desembargador federal Néviton Guedes, salientou que, “por ocasião de sua posse, o candidato preenchia todos os requisitos legais para a investidura no cargo público, uma vez que, apesar de não possuir a idade mínima de que trata a Lei 8.112/90, foi ele regularmente emancipado, nos termos da lei, passando, a partir de então, a praticar plenamente todos os atos da vida civil”.

Ainda de acordo com o magistrado, não houve no caso qualquer ofensa ao edital do certame, “porquanto não havia nenhuma norma prevendo que para a inscrição no concurso público deveria o candidato comprovar a idade de 18 anos completos”. E acrescentou: “Pela mesma razão, não houve violação ao princípio da legalidade ou mesmo da isonomia, uma vez que o recorrente concorreu em igualdade de condições com os demais candidatos, não tendo recebido nenhum tratamento diferenciado em detrimento dos demais”.

O relator finalizou seu voto ponderando que “no curso em demanda, o ora recorrente atingiu a idade de 18 anos, na data de 23/12/2012, fato superveniente que faz cessar o óbice legal à sua investidura no cargo pretendido, concernente à implementação do requisito etário”.  A decisão foi unânime.

Fonte: TURMA determina a reintegração de jovem emancipado aos quadros do Senado Federal. Portal TRF 1. Disponível em: <http://portal.trf1.jus.br/portaltrf1/comunicacao-social/imprensa/noticias/decisao-turma-determina-a-reintegracao-de-jovem-emancipado-aos-quadros-do-senado-federal.htm >. Acesso em: 24 abr. 2015.

ACONTECE

Controladoria atua em operação contra fraude a licitações em obras do PAC

A Controladoria-Geral da União (CGU), em conjunto com a Polícia Federal, deflagra, hoje (24), a Operação Caronte, com o objetivo de desarticular associação criminosa responsável por fraudes a licitações de obras do PAC nos municípios de Cuiabá e Sapezal, ambas em Mato Grosso.

A investigação teve início em 2015 a partir de nota técnica apresentada pela CGU, que identificou possíveis irregularidades em empresa que figurou como única concorrente em licitações dos referidos municípios.

A empresa estava desativada há mais de dez anos e recentemente passou a participar e vencer licitações utilizando-se para tanto de documentos falsos, que não poderiam ter sido emitidos por uma empresa inativa.

O valor total das licitações é de R$ 6,8 milhões sendo que até o presente momento nenhum pagamento foi feito, tendo os órgãos de investigação e controle atuado preventivamente, antes que os recursos públicos fossem mal utilizados ou mesmo desviados.

Estão sendo cumpridos três mandados de prisão temporária, seis mandados de condução coercitiva e oito mandados de busca e apreensão, todos expedidos pelo Juízo da 7ª Vara Federal de Mato Grosso, contando com parecer favorável do Ministério Público Federal.

O nome da operação faz referência à mitologia grega, em que Caronte é o barqueiro que conduz as almas entre o mundo dos vivos e o mundo dos mortos.

Fonte: CONTROLADORIA atua em operação contra fraude a licitações em obras do PAC. Portal CGU. Disponível em: <http://www.cgu.gov.br/noticias/2015/04/controladoria-atua-em-operacao-contra-fraude-a-licitacoes-em-obras-do-pac>. Acesso em: 24 abr. 2015.

NOVIDADES NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

Empresário admite “clube” de companhias para licitações da Petrobras

O executivo Augusto Mendonça Neto, presidente da Setal Engenharia, uma das empresas acusadas de formação de cartel e pagamento de propina em contratos com a Petrobras, confirmou à CPI que investiga irregularidades na estatal a existência de um “clube” de empresas que se reuniu para participar das licitações da petrolífera.

“Era uma forma de as empresas se protegerem diante da força da Petrobras; protegerem-se de modo a não competirem entre si”, explicou.

Segundo a Polícia Federal, participavam como membros principais do “clube” as empresas Galvão Engenharia, Odebrecht, UTC, Camargo Corrêa, Techint, Andrade Gutierrez, Mendes Júnior, Promon, MPE, Skanska, Queiroz Galvão, Iesa, Engevix, Setal, GDK e OAS.

Mendonça disse que o “clube” começou em 1997 com apenas nove empresas. Mas que o número foi ampliado em 2003 e 2004, quando a Petrobras retomou seus investimentos, principalmente no setor de refino. “O grupo ganhou efetividade com a relação dos dois diretores [Paulo Roberto Costa e Renato Duque]”, revelou.

Favorecimento

Segundo Mendonça, a partir da relação com Costa (ex-comandante da Diretoria de Abastecimento) e Duque (que chefiava a Diretoria de Serviços), e o consequente pagamento de propina, a Petrobras deixou de convidar novas empresas para participar das licitações. De acordo com o empresário, os ex-diretores da Petrobras favoreciam as companhias do “clube”, que se reuniu em cartel para obter contratos com a estatal.

“[Eles ajudavam] sim, na medida em que era entregue uma lista de empresas que seriam convidadas [para participar das licitações]”, disse Mendonça, em resposta ao relator da CPI, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ).

Conforme o empresário, os diretores ofereciam principalmente o serviço de não atrapalhar os interesses das companhias integrantes do “clube”. “O poder de um diretor da Petrobras de atrapalhar era enorme. De ajudar era pequeno. As companhias participavam mais por medo que por vantagem”, comentou, referindo-se ao pagamento de propina.

Intermediário

Ele apontou o doleiro Alberto Youssef como intermediário do pagamento de propinas entre a empresa dele e o ex-deputado José Janene. “Janene me apresentou a Youssef e disse que ele iria receber os valores mensalmente”, explicou. Segundo Mendonça, o doleiro ofereceu notas fiscais frias em troca do dinheiro.

O empresário lembrou que a Setal Óleo e Gás (SOG) participava de um consórcio ganhador de dois contratos com a Petrobras, em 2007 ou 2008, quando foi procurado por Janene. “Janene se colocou como responsável pela indicação de Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras acusado de receber propinas e disse que, se nós não fizéssemos uma contribuição, seríamos duramente penalizados”, declarou.

“A partir daí, reuni-me com as companhias do consórcio e decidimos colaborar”, relatou. Na época, a SOG participava, junto com a Mendes Júnior e a MPE Engenharia, de consórcio para obras na Refinaria Repar, no Paraná.

Fonte: VITAL, Antônio. Empresário admite “clube” de companhias para licitações da Petrobras. Agência Câmara Notícias. Disponível em: <http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/ADMINISTRACAO-PUBLICA/486480-EMPRESARIO-ADMITE-%E2%80%9CCLUBE%E2%80%9D-DE-COMPANHIAS-PARA-LICITACOES-DA-PETROBRAS.html>. Acesso em: 24 abr. 2015.

NOVIDADES NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

Ministro do TCU diz que projeto de terceirização preocupa ao excluir setor público

A proposta de terceirização, aprovada na quarta-feira (22) pela Câmara dos Deputados, é positiva, mas traz uma preocupação: não permite a terceirização da atividade-fim nas empresas públicas. A avaliação é do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Augusto Nardes.

Antes de assumir como ministro do TCU em 2005, Nardes era deputado federal pelo PP. Assistiu, portanto, ao surgimento de toda discussão na Câmara dos Deputados, em 2004. Na avaliação do ministro, a proposta avançou ao longo desses 11 anos, mas não o suficiente. “O contexto global exige maior competitividade, que as empresas estatais não têm”, diz o ministro. Um dos motivos é não contarem com a flexibilização trabalhista que será permitida pelo projeto da terceirização.

Nardes defende o “equilíbrio que beneficie o trabalhador e também a empresa”. A maioria dos deputados federais do PP votou a favor da terceirização ontem. Apoiaram a emenda do PMDB, junto com deputados do PTB, DEM, SD, PPS e PSDB. “Hoje, para competir com a Índia e a China, é difícil”, disse o ministro em entrevista por telefone ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado.

Nesta quinta-feira, 23, o ministro esteve na Faesp Senar em São Paulo para debater, entre outros temas, a proposta de terceirização. O ex-deputado esteve à frente de várias representações do agronegócio e vem de uma família de produtores rurais do interior do Rio Grande do Sul.

Fonte:MINISTRO do TCU diz que projeto de terceirização preocupa ao excluir setor público. Diário de Pernambuco. Disponível em: <http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/politica/2015/04/23/interna_politica,573035/ministro-do-tcu-diz-que-projeto-de-terceiracao-preocupa-ao-excluir-setor-publico.shtml>. Acesso em: 24 abr. 2015.

PERGUNTA AO ESPECIALISTA PROFESSOR JACOBY

É possível a inclusão de dotação orçamentária em processo licitatório já vigente?

O Manual do TCU explica que a despesa pública somente pode ocorrer após o empenho e o respectivo valor deduzido de dotação orçamentária própria.

Inclusive, para haver a prorrogação de contratos é necessário que se confirme a dotação orçamentária pela qual correrão as despesas adicionais decorrentes, nos termos do art. 55, inc. V, da Lei de Licitações e Contratos.

O TCU já decidiu:

Realize procedimento licitatório somente quando houver disponibilidade orçamentária para cobrir a despesa a ser contratada, indicando no respectivo edital a dotação orçamentária que cobrirá as mencionadas despesas1, nos termos do caput do art. 38 Lei nº 8.666/1993.

Abstenha-se de dar início a procedimento licitatório para obras e serviços quando a dotação orçamentária for insuficiente para execução total do objeto licitado2, de forma a dar cumprimento ao disposto no art. 8º da Lei nº 8.666/1993.

Nesse sentido, a título de conhecimento, o Tribunal de Contas do Estado do Paraná respondeu a Consulta da Prefeitura de Curitiba: “As contratações administrativas não podem ser feitas sem prévia dotação orçamentária. A regra vale tanto para as modalidades ordinárias de licitação – concorrência, tomada de preços, convite, concurso e pregão.”³

No portal Jacoby.pro encontram-se diversos instrumentos de ajuda ao servidor público, como artigos, publicações, algumas respostas a questionamentos anteriores, entre muitos outros instrumentos auxiliares. O cadastro é gratuito.

Para mais informações, consulte a obra Contratação Direta sem Licitação, 9ª edição, 2011, da Coleção Jorge Ulisses Jacoby Fernandes de Direito Público.

1TCU. Processo TC nº 928.598/1998-5. Acórdão nº 301/2005 — Plenário. Relator: Ministro Marcos Bemquerer.

2 TCU. Processo TC nº004.766/2003-3. Acórdão nº1505/2009 — Plenário. Relator: Ministro Augusto Sherman.

³ TCEPR. Processo nº 588482/2012. Acórdão nº 3312/2012 — Plenário. Relator: Conselheiro Ivan Lelis Bonilha.

PALAVRA FINAL

Curso – Coordenação de eventos nas organizações públicas e privadas

Para gerenciar um evento, faz-se necessário um planejamento prévio. Diante desse contexto, a organização de uma solenidade exige determinados pré-requisitos.

Planejar bem e ao mesmo tempo fiscalizar com rigor são importantíssimas etapas dentro da organização de eventos.

No cenário atual, nos deparamos com os mais diversos tipos de eventos, tais como: políticos; de treinamentos; lançamentos; entre outros. O mesmo acontece em relação à diversidade do público alvo.

A fim de desmistificar a complexidade da organização de um evento, a Elo Consultoria tem a satisfação em promover o curso Coordenação de Eventos nas Organizações Públicas e Privadas que objetiva facilitar o planejamento e a execução dos mais diferenciados tipos de eventos.

O evento se realizará nos dias 18 e 19 de maio, em Brasília. Faça sua inscrição aqui!